Adoecer e Curar segundo as Grandes Religiões

R$99,00

Concepção de Divino e de Homem no Cristianismo, Judaísmo, Islamismo e Budismo,

livreto + 4 CDs de áudio MP3

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Aulas ministradas em março e abril de 2009, a saber:
Cristianismo: 11/03/2009
Judaísmo: 18/03/2009
Islamismo: 2503/2009
Budismo: 15/04/2009  
Trecho inicial da aula de 11/03/2009 Hoje vamos iniciar o primeiro módulo.  Neste curso teremos três módulos que possibilitam um horizonte histórico das idéias sobre adoecimento humano e concepções de cura ao longo da História. No primeiro módulo vamos tomar as concepções de adoecimento e cura nas grandes religiões da humanidade. No segundo módulo, vamos abordar  essas mesmas concepções na literatura e no terceiro módulo vamos ver  como elas acontecem no campo cientifico a partir do momento que se estabeleceu o campo de conhecimento psicológico.
Como já mencionei, esse percurso visa uma reflexão crítica a respeito desses aspectos porque a visão histórica nos permite perceber as determinações dos contextos sócioculturais de cada época na maneira como se pensa o ser humano e seu adoecimento. Também nos permite acessar aquilo que se sustenta ao longo da história e para além da história como conhecimento sobre a condição humana e que adquire certo caráter de universalidade.
Hoje vamos ver como fica a questão do adoecimento e dos processos de cura no Cristianismo. Um ponto de partida fundamental é  compreendermos como essas grandes religiões da humanidade  acessam a concepção de divino. Mencionei na aula passada que há dois conceitos fundamentais em filosofia e que serão importantes para teologia: conceitos de imanência e de transcendência. Imanente é tudo aquilo que faz parte da nossa experiência de si, que está em nós. Temos por exemplo o sangue que flui em nossas artérias. Este sangue é imanente a nós. No entanto se estou diante dessa garrafa, ela está para além de mim. Eu vou dizer que essa garrafa é transcendente a mim. Quando estamos diante de uma pessoa, o outro, ele é sempre transcendente, está sempre além de mim. Nossos sentimentos que acessamos e expressamos, nossas vivencias psíquicas, na maior parte das vezes, são imanentes a experiência de si, fazem parte de nós.
Imanência são os elementos, atributos de um determinado ente que fazem parte da sua constituição. Transcendentes são os elementos que não fazem parte da sua constituição e se colocam para além de. Pode-se descrever todas as experiências humanas em termos dessas duas categorias. Elas serão fundamentais tanto na filosofia quanto na teologia, por exemplo para podermos pensar qual a concepção de divino que as grandes religiões da humanidade realizam. Vamos ver que existem religiões que consideram a divindade como imanente à criação. Todas as formas de xamanismo compreendem a divindade como imanente  à criação, ela faz parte da criação, é imanente a ela. Um xamã vai cultuar uma água, uma árvore, porque a divindade é imanente à criação. Outras religiões vão considerar que embora a divindade possa ter participado da criação do mundo, ela está para além da criação. Portanto a compreensão que se tem nessas perspectivas é que a divindade é transcendente à criação, está para além, não se encontra nas coisas, nos entes que participam da criação. Um aspecto muito interessante é poder perceber que numa determinada comunidade, a concepção que faz da divindade determina o seu modelo de Homem, o modelo humano. Pode-se dizer que determina o seu modelo antropológico. Há uma relação intrínseca entre a concepção de divindade que uma comunidade possui e sua concepção antropológica. Isso é verdade não só para uma comunidade, mas também para o psiquismo humano. Há um tema amplo, só vou abordar de passagem, que é o fato que cada um de nós, ateus, crentes, não importa, cada um de nós tem uma concepção do divino, absolutamente pessoal. E cada um de nós, a partir disso, tem uma concepção sobre o que é o ser humano. A concepção de divindade e o modelo antropológico estão intrinsecamente ligados. Neste percurso que vamos fazer através das grandes religiões da humanidade vamos fazer este paralelo, compreender como essa comunidade vê a divindade e qual o modelo antropológico, qual a compreensão de adoecimento que essa comunidade tem. Este é um método de investigação que nos permite compreender a interioridade dessas concepções.
Os autores que uso como referência para o estudo do Cristianismo são autores muito antigos: Evaglius, Ponticus que são teólogos do inicio do Cristianismo e, São Máximo confessor, são teólogos que ajudaram a assentar as bases teológicas do que hoje compreendemos como Cristianismo. A máxima fundamental do Cristianismo é: Deus se faz Homem, para que o Homem se faça Deus.

COD: 5960
Categoria: A clínica contemporânea: origens, escolas, conceitos, antropologias, principais clínicos
Autor: Gilberto SafraEditora: Sobornost
Tipo: CD-MP3-Quádruplo 

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