Contratransferência no trabalho Analítico e Psicoterápico, A - aulas 7 e 8

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Curso completo ministrado em 2012

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Curso completo ministrado em 2012

Aulas gravadas em CD de áudio MP3

Aula 7: As identificações concordantes e complementares na contratransferencia: a contribuição de Henrich Racker – 17/04/2012

Aula 8:  Heinrich Racker (parte 2): diferentes ansiedades contratransferenciais – 24/04/2012

TRECHO INICIAL DA AULA 1 Neste semestre  vamos focar o conceito de contratransferência de um ponto de vista histórico. No ano passado vimos a transferência. (CURSO COMPLETO - Transferência: a evolução do conceito) Vamos abordar diferentes autores e escolas, que contribuíram para discutir a questão da contratransferência. Vamos fazer um percurso pelo qual vamos observar e refletir como o conceito foi se estabelecendo, quais os destinos que historicamente foi cumprindo. Ao longo da historia, mais e mais à medida que anos se passaram, o conceito de contratransferência passou a ser referido e pode-se observar que os analistas foram sentindo a necessidade de abordar este conceito de maneira cada vez mais rigorosa e também com todas as tematizações decorrentes das possíveis expansões do conceito e sua aplicação no campo da clínica. Desde os primeiros trabalhos de Freud e Breuer (1875) já há uma referência ao conceito do que mais tarde iria ser chamado de contratransferência. Vou passar brevemente sobre um texto de Freud de 1910 e hoje ainda vou focá-lo mais profundamente. No inicio da aula vou analisar o que ocorreu do ponto de vista global com o conceito e depois vamos estudar mais profundamente quais são os aportes de Freud no texto de 1910. Já neste ano Freud assinalava que, do seu ponto de vista, os fenômenos contratransferenciais deveriam estar fora do trabalho clínico. A perspectiva que Freud assinala é que o analista deveria funcionar como espelho, sem grande envolvimento com o paciente. E portanto o fenômeno contra transferencial não participaria no trabalho clínico propriamente dito.  Esta é a posição inicial de Freud e ela é semelhante  à posição que tinha  frente a própria transferência, como sendo um elemento perturbador! Vimos no curso sobre Transferência como Freud foi integrando mais e mais o conceito de transferência, até considerar que o trabalho psicanalítico era fundamentalmente um trabalho que acontecia na situação transferencial. 

Algo semelhante ocorrerá com a contratransferência. No inicio, quando aborda esse conceito de contratransferência,  Freud fala que no trabalho clinico não deveria comparecer a contra transferência porque seria um elemento perturbador. No entanto o que se pode perceber pelos relatos das análises de Freud da época, é que Freud não se comportava exatamente da maneira como conceituou. Havia um modo de Freud conduzir a análise de forma que ele estava muito presente, pessoalmente mais presente do que ele chegava a tematizar nos seus artigos teóricos.

Se Freud assinala no início do seu pensamento que a contratransferência deveria estar fora do trabalho clínico, qual o destino desse fenômeno que era reconhecido como perturbador do trabalho clínico?
  
A solução inicial dada por Freud foi a que havia encontrado para si, ou seja, que a contratransferência deve ser elaborada no trabalho de auto análise. Esta é sua posição inicial. Podemos observar historicamente que a maneira como os analistas foram abordando a questão da contratransferência sofre modificações à medida que os analistas também começam a teorizar a respeito da clínica (teoria da técnica). Vamos observar que esta teoria da técnica também sofre transformações dependendo de como os analistas se posicionam diante da clínica e diante dos fenômenos que precisam integrar a partir das observações clínicas que faziam. 

Um fator bastante significativo no início da história da psicanálise é o esforço de Freud, com a ajuda de alguns discípulos, de ir construindo aquilo que nós denominamos de metapsicologia. Isso representou a criação de um referente teórico sempre presente e sempre à mão, a partir do qual se poderia pensar o fenômeno clínico. Foi um grande esforço. Do ponto de vista da teoria da técnica, no inicio da Psicanálise, o que se pode perceber é que esses primeiros analistas, os pioneiros, compartilhavam uma crença, que se percebeu depois que era uma grande ilusão. Esta crença partia da idéia que se fosse feita uma interpretação de um fenômeno psíquico a partir da metapsicologia, nós teríamos uma cura psíquica. Se tratava de auxiliar o paciente a tornar o inconsciente, consciente, a partir da metapsicologia.

COD: 231556
Categoria: Uma formação clínica baseada na ética para o mundo contemporâneo
Tags: Heinrich Racker, Josef Breuer, Sigmund Freud
Autor: Gilberto SafraEditora: Sobornost
Tipo: CD-MP3 

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