Dança, Movimento, Ritmo e Holding

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Etnia e singularidade: o corpo enquanto lugar

 

 

Dança, movimento, ritmo e holding
Etnia e singularidade: o corpo enquanto lugar Seminário realizado em 8 de maio de 2004 no
LET - Laboratório de Estudos da Transicionalidade DVD da série: A visão clínica de Gilberto Safra
1 livreto (4 pág.) + 1 DVD
Gravação original em VHS convertida para DVD 
Duração total: 58 minutos   O que foi visto e discutido neste seminário Neste  LET foi discutido um vídeo sobre ritmos africanos. (video não reproduzido neste DVD por motivos técnicos). Em seguida  o Prof. Gilberto Safra nos deu uma contribuição relevante para se compreender de um lado, corporeidade e ethos, de outro,  as formas de adoecimento, por exemplo quando ritmos corporais são violentados.


Gilberto Safra nos diz neste seminário: O corpo é o lugar da verdade, o corpo é o limite, do corpo ninguém passa. Todas experiências são marcadas no corpo. Enquanto há corpo há sofrimento e enquanto há sofrimento há esperança. Portanto a salvação do ser humano passa por sermos corpo.  Nos diz Isadora Duncan: A onda é o grande movimento fundamental da natureza. Toda energia se expressa através do movimento ondulatório pois  o som não viaja em onda e a luz também? Vejo motivos de dança em tudo ao meu redor.  Era essa idéia de que há dança em toda natureza? No que se refere à relação com a gravidade, Winnicott nos chama a atenção para o  holding: segurar  corpo do bebê para que não seja atravessado pela força da gravidade de forma brusca. No corpo da mãe há uma ancoragem frente à força da gravidade. E o corpo do bebê é contornado pelo amparo materno para que não se espalhe no espaço sem fim. Há duas angústias originárias, matrizes da agonia impensável, intermediadas pela questão do holding, referentes à gravidade (sensação de queda) e ao espaço sem fim (sensação de dispersão). Quando temos alguém com pânico, na experiência do pânico temos uma re-vivência do temor da gravidade e do temor do espaço sem fim,  que é significada pela biografia da pessoa. Vamos desenvolvendo e significando sensações e a isso Winnicott denomina elaborações imaginativas do corpo: sensações são significadas, interpretadas com qualidades do encontro com Outro. Assim, amor originalmente é calor. Holding e corpo materno propiciam a importante experiência de um lugar. Lugar que é presença de outro. Não é sensação sem qualidade, é sim, presença do outro. Importância de vir a ter um lugar para que seu corpo seja um lugar  e a experiência de existir faça sentido. Ou seja: corpo materno intermedia gravidade e espaço, dá lugar para que o corpo seja lugar. Experiência de existir. Neste seminário, Gilberto evolui seu pensamento para falar dos ritmos corporais, dos ritmos culturais, da importância da sintonia entre ritmo da criança e ritmo da mãe, para desenvolvimento e atualização das potencialidades do novo ser que emerge, e como este ritmo singular se faz a partir dos ritmos da cultura, da etnia da mãe, a cuja tonicidade o bebê é sensível. Dessa forma, Gilberto conclui como jamais podemos ter o ritmo dos africanos. Há uma ontologia e uma teleologia de cada cultura, expressa por seus ritmos, por seus movimentos, por sua dança. Esta é uma contribuição muito útil para todos que trabalham com corpo, como fisioterapeutas, dançarinos, por exemplo, assim como para todos envolvidos com questões de saúde no sentido amplo da palavra. Gilberto diz: Corpo se abre para ritmo, organizado pela etnia onde a dupla (mãe ?bebê) está localizada.

COD: 2046
Categoria: Uma formação clínica baseada na ética para o mundo contemporâneo
Autor: Gilberto SafraEditora: Sobornost
Tipo: DVD 

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