Pablo Neruda: ontologia e teleologia pessoal

R$39,00

Estudo do discurso de recebimento do Prêmio Nobel de Literatura

livreto + 1 DVD

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Pablo Neruda: ontologia e teleologia pessoal - Estudo do discurso de recebimento do Prêmio Nobel de Literatura Seminário realizado em 4 de maio de 2002 no LET - Laboratório de Estudos da Transicionalidade DVD da série: Contribuições dos poetas e escritores para a prática clínica 1 livreto (4 pág.) + 1 DVD (duração: 1 hora e 56 minutos  - gravação original em VHS convertida para DVD   O que foi visto e discutido neste seminário Como em outros seminários em que aborda a literatura e as artes, nestas aulas do laboratório Gilberto Safra nos ajuda a refletir sobre os textos como um certo treino para que possamos  compreender o que se passa na clínica  a partir dos estados vividos pelo paciente. Nestes textos temos nos dado conta da importância de reconhecer o singular da pessoa: a maneira como ela é e vive, seu discurso, e a partir de que referentes podemos compreender a singularidade que se apresenta. Desta forma vamos compreendendo questões de origem, que fundam aspectos  significativos de sua maneira de ser. Isto é, de que maneira uma pessoa formula a questão da origem, como constitui uma ontologia. Para a partir daí podermos  ver como ela percebe as questões do seu percurso e o sentido último da existência. Desta forma, aquilo que no livro Hermenêutica da clínica contemporânea se atinge teoricamente, nestes laboratórios se atinge clinicamente: ensinamentos para que possamos buscar a ontologia e a teologia dos autores, dos pacientes, independente de qualquer filiação religiosa que possam ter nossos interlocutores. Vemos nestas aulas do laboratório como é verdade que sempre as questões de origem se aparentam com a teologia que formula nosso paciente, ou seja, o sentido último de sua existência. E o importante é sabermos que nosso paciente chega sem poder se apropriar de suas questões de origem e de sentido final. Daí ser tarefa importante da clínica auxiliar a pessoa a constituir  sua pessoa. Nestas aulas do laboratório Gilberto Safra ainda utiliza a noção de self que, para evitar mal entendidos, abandona para passar a usar o conceito de pessoa (Edith Stein). O trabalho clínico, entretanto vai além, pois demanda que a pessoa possa se apropriar da sua trajetória, do destino de si. O que implica se apropriar das peculiaridades de sua criatividade. Neste laboratório Gilberto introduz esta sua visão da pessoa humana e da função clínica, colocando também como questões de origem jamais são solucionadas. O que nos é permitido é  colocá-las em marcha.  Ou, na linguagem de Winnicott, possibilitar que a pessoa possa colocar suas fraturas e questões sob domínio do eu, o que lhe dá a possibilidade de dar a elas um sentido no seu percurso pela vida. Safra colocará também como questões originárias nos  singularizam e, se apropriadas,tem algo a dizer para toda a humanidade: a questão de um é de todos. Nesta aula, lendo o discurso de Pablo Neruda por ocasião do recebimento do Prêmio Nobel, vamos perceber como esse texto carrega uma ontologia e  uma teologia. Nessa ocasião ocorre algo parecido como que ocorre nas consultas terapêuticas winnicottianas:  o paciente tem a expectativa de encontrar na consulta e no terapeuta enquanto objeto subjetivo, a possibilidade de desenhar suas questões fundamentais. Nenhuma  ocasião é tão boa como nesse primeiro contato. No momento de agradecer ao Nobel, Neruda não está só frente ao prêmio, mas frente à sua vida toda. Fala de regiões para muito além da situação. Fala sobre o que é sua vida, forma   precisa e acabada. (Gilberto Safra, neste LET) O discurso se intitula A poesia não terá cantado em vão. E termina com uma frase de Rimbaud:  Só como uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens, assim a poesia não terá cantado em vão. Gilberto Safra comenta aspectos que Neruda nos esclarece sobre a condição humana e sobre sua existência singular. O discurso se inicia com a narrativa do exílio e o caminhar em direção à liberdade. Há um paradoxo da existência humana: são as experiências limite de sofrimentos, de exílio que, se acolhidas, revelam  nossas condições fundamentais enquanto seres humanos. O sofrimento permite compreender estas questões. Neruda toma a travessia e mostra como ela é fato, é narrativa e é existência e eternidade. Não é qualquer travessia, ela é feita com uma consciência frente a cada detalhe do que ocorreu. Ao nos contar sobre ela, não perde de vista que cada passo é experiência vivida e revela o destino humano. Experiências limite têm portanto esse caráter revelador e aprender a percebê-las e o que nos revelam é fundamental para a relação clínica.  

COD: 2057
Categoria: Artes e Literatura na Formação clínica
Autor: Gilberto SafraEditora: Sobornost
Tipo: DVD 

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